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Segunda-feira, Março 27, 2006
Um plano
Um dia desses bolei um plano, um peculiar plano de metas baseado nas desventuras e nas dores vividas após um longo prazo de desmazelo físico e espiritual. Se tal plano tem por base tantas desgraças, é claro que a finalidade fica sendo única e exclusivamente o positivismo, ou seja, tendendo a melhorias no cotidiano caótico que é traçado ao que faço referência há tempo.
Impulsionado pelos múltiplos pensamentos, que, no máximo, transformam-se em um post e quase nunca em atitudes, e indignado pela própria inveja aos bem-sucedidos, lancei minha carcaça em um colchão, colchão este que se demonstra uma das poucas coisas bem cuidadas além do novo condicionador de ar que investi metade dos possíveis gastos carnavalescos em Búzios ¿ por sorte desisti de tal atrocidade e fui me divertir horrores com minguados 400 mangos em Ouro Preto -, em um quarto donde a luminária é de apenas um bocal coligado a fios coloridos que me fazem distrair a atenção enquanto fico em tal posição horizontal, pois é minha única e pobre visão.
Bendito dia que, aos trancos, dei conta da facilidade da mudança dos hábitos e controle dos vícios maléficos à minha vida. Separei tais vícios e os organizei por prioridades: dores, incômodos psíquicos e monotonias. A partir daí fiz planejamentos para solucionar tais problemas, mas o primeiro foi: não comentar nada mais sobre planos, porque isso está me cansando. Logo, fico por aqui sem mais comentários.
Não fui conciso, pois quero incongruência na realidade concreta.
... por Guilherme Dornelas 2:12 PM
Rasgue o verbo:
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Terça-feira, Março 14, 2006
Estou falando sério, se eu gritar ao menos finjam que escutarão, pois o berro está vindo de dentro sem encontrar uma saída há muito tempo. Parece que o tempo está ficando curto, muito curto... Então, finjam que não ligarão, finjam que entenderão e finjam que tudo aquilo que venha a acontecer não era de se esperar, como se fosse algo súbito. Mas a única coisa súbita por aqui é a ingenuidade de que tudo está tranqüilo, pois aqui está um caos!
A única coisa boa é que parou de chover.
... por Guilherme Dornelas 11:54 AM
Rasgue o verbo:
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Segunda-feira, Março 13, 2006
Canso-me de pensar em planejar
É incrível acontecer isso, mas está sendo tão comum que o planejamento, hoje em dia, é tratado como uma atitude a ser tomada para descruzar minhas pernas e diferenciar meus passos cotidianos dos passos incomuns, os quais não mais existem.
Minha mente parece contraída e retorcida por não impetrar um raciocínio lógico para simples diálogos, tornando-me inconsistente ao colocar-me de frente ao ouvinte e ficar mudo por falta de personalidade.
Quero quebrar um prato em sã consciência, quero parar de chorar em total embriaguez, quero tanto... tenho que parar de querer, pois quero ser eu novamente!
... por Guilherme Dornelas 5:36 PM
Rasgue o verbo:
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